Ganhadores Sinergia 2018

Júlia

A Escola Municipal de Ensino Fundamental João Hohendorff, de São Leopoldo, esteve representada no Sinergia de 2018 através dos alunos Eduardo Siqueira, Emelly Prestes, Tainá Prestes e Júlia Juchem. Para a mostra científica, o grupo elaborou um sistema de armazenamento de água da chuva destinado para regiões que lidam com a escassez do recurso.

O sistema de armazenamento que o grupo criou consiste em cisternas de baixo custo com capacidade para armazenar até 120 litros de água. Elas são feitas de garrafas pets de 2 litros, canos de PVC e massa automotiva. Esse projeto fez com que o grupo fosse agraciado com um dos prêmios da competição.

A estudante Júlia, de 15 anos, que integrou essa equipe, diz que ter participado do Sinergia foi uma experiência muito boa e que serviu de aprendizado tanto para o grupo quanto para quem estava lá como ouvinte: “Saímos de lá com a sensação de dever cumprido e muito felizes por ter ganhado” ela conta.

Para Júlia, a sustentabilidade é tema indispensável hoje, visto ser cada vez mais necessário discutir formas de reduzir o impacto ambiental causado pelas grandes populações. Ela acredita também que iniciativas como o Sinergia são importantes para incentivar pesquisas e dar visibilidade para novas ideias entre os jovens.

Aos que tiverem interesse em se inscrever para a edição deste ano do Sinergia, Júlia aconselha que pesquisem e estudem bastante sobre o trabalho que será apresentado. Ela também sugere que busquem ideias para beneficiar a população em situação de vulnerabilidade, assim como o grupo dela fez ano passado, uma vez que, segundo a estudante, estas pessoas frequentemente são ignoradas.


Lívia

Lívia Alexia Souza e Henrique Weber participaram do Sinergia de 2018 representando o Colégio Sinodal de São Leopoldo e saíram premiados de lá. Para a feira científica, a dupla trabalhou com a utilização da bucha vegetal como uma barreira contentora em casos de contaminações com óleo ou derramamentos de petróleo. Eles tiveram essa ideia visando encontrar uma aplicabilidade maior para a bucha, que atualmente só é usada na indústria de cosméticos.

Após testar a eficiência da bucha vegetal no laboratório da escola, sob orientação da professora de química, Mariliz Noschang, o grupo chegou à conclusão que esperava chegar. “Propomos, então, a substituição das boias de contenção que são usadas atualmente pela bucha vegetal, já que é um material de fácil acesso, baixo custo e, ainda por cima, biodegradável” explica Lívia.

A estudante de 17 anos conta que foi uma experiência incrível poder expor no Sinergia uma ideia que o grupo teve, passar por avaliações de especialistas e ainda levar um prêmio. No caso da equipe de Lívia, a vitória trouxe uma recompensa bem especial: o grupo recebeu a oportunidade de apresentar o projeto na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), que ocorreu na Universidade de São Paulo, e uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para darem continuidade ao projeto.

Lívia acredita que os projetos criados pelos jovens podem ser efetivamente aplicados em prol do desenvolvimento da ciência mundial. “Por isso, iniciativas como a Sinergia se mostram cada vez mais necessárias, justamente por darem o incentivo que precisamos, abrindo portas para que os jovens desenvolvam pesquisas científicas e novas tecnologias” ela conta.

Um conselho que Lívia dá para quem for participar do Sinergia desse ano é ir sem nenhum medo de ser julgado. “Apresenta teu projeto com confiança nele, pois tu tens que ser o primeiro a acreditar que vai dar certo e, acima de tudo, aprende e reflete sobre tudo o que os avaliadores falarem, porque com certeza tu vais conseguir extrair dicas que podem te ajudar muito para o prosseguimento do teu trabalho” ela finaliza.


Nicoly, Bernardo e Martina

O Colégio Sinodal, de São Leopoldo, foi representado na edição de 2018 do Sinergia pelos alunos Bernardo Noble, Maria Eduarda Oliveira, Nicoly Ferreira, Taís von Sinner e Martina Rost da Silva. Eles ficaram entre os vencedores da feira científica. Para o evento, o grupo elaborou o aplicativo Natua, que promete uma boa alimentação para as pessoas, mais saúde e facilidade para fazer suas receitas.

Através desse aplicativo elaborado pelo grupo, você faz um cadastro e informa se possui alguma restrição alimentar. Então, o Natua gera uma lista de receitas práticas e saudáveis para você usar no dia a dia. Além disso, esse aplicativo também oferece contato direto com nutricionistas e um convênio com supermercados que faz com que você possa comprar ingredientes pelo celular e ter eles entregues na sua casa.

Martina, de 16 anos e integrante do grupo, conta que foi uma ótima experiência mostrar essa ideia no Sinergia e ver outras equipes com bons projetos. Sua colega Nicoly, também de 16 anos, acrescenta que a experiência não apenas serviu como um incentivo para a realização de novos projetos, como também gera grande aprendizado e lições.

Bernardo, da mesma idade, que também integra o grupo, afirma que iniciativas como o Sinergia são essenciais para que ideias relacionadas à ciência e à sustentabilidade sejam divulgadas e promovidas para diferentes públicos, principalmente os jovens. Ele também aconselha que quem tiver interesse em participar da edição deste ano do evento se empenhe no trabalho, acredite no seu potencial e aproveite o Sinergia para descobrir outras ideias e outros projetos.


Rodrigo

Rodrigo Augusto Dragon Cassel, de 18 anos, junto com seu colega Bryan Koch, participou do Sinergia de 2018 representando o Centro Estadual de Educação Profissional Visconde de São Leopoldo. A dupla projetou implantar árvores frutíferas nativas na zona urbana de São Leopoldo, e foi premiada no evento com sua ideia.

O objetivo do grupo era vincular espécies de árvores nativas do Brasil às cidades para todos poderem usufruir de seus benefícios. Além de pesquisar sobre tópicos como arborização urbana, flora brasileira, cuidado com árvores, entre outros, o grupo também precisou fazer um levantamento de dados com os moradores de São Leopoldo, uma vez que seu projeto teria impacto na estrutura urbana. Rodrigo conta que já estava se empenhando na elaboração desse projeto científico antes mesmo de ficar sabendo da existência do Sinergia. Ao tomar conhecimento desse evento, pensou que poderia ser uma oportunidade de expor sua ideia e ter ela avaliada por profissionais. “Não fui com a exclusiva intenção de ganhar, mas sim de participar, conhecer, reconhecer e aprender. Por outro lado, fiquei muito feliz com o resultado final” conta Rodrigo.

Para Rodrigo, é importante a existência de eventos científicos que abracem a sustentabilidade e promovam noções sobre ciência, vida sustentável e tecnologia. “A sustentabilidade é a única chave para que haja um futuro, quando não buscamos alcançá-la também não temos o direito de exigir um futuro melhor para todos” defende Rodrigo.


Bárbara e Gabriela

As estudantes Bárbara da Silva Dapper e Gabriela Munari de Freitas, ambas de 13 anos, representaram o colégio São José no Sinergia de 2018. Para o evento, elas criaram um sistema para economizar água, que batizaram de PAR (Projeto Água Reutilizável).

O PAR serve para reutilizar a água da máquina de lavar roupa. A água suja da lavagem é dispensada para dentro de um reservatório móvel, passa por um processo de decantação com sulfato de alumínio e pode ser reutilizada de várias formas, como lavar calçada, o carro e até em uma próxima lavagem de roupa. Com esse projeto, Gabriela e Bárbara conquistaram o Prêmio Ensino Fundamental do Sinergia.

Gabriela conta que elas não esperavam ser premiadas pelo projeto. Sua dupla, Bárbara, diz que foi muito emocionante ouvir seus nomes sendo chamados para receberem o prêmio. Elas tinham ficado muito nervosas com a apresentação do projeto, pois era a primeira mostra científica delas fora da escola.

Bárbara conta também que iniciativas como o Sinergia são muito importantes, pois incentivam a refletir sobre os males que a sociedade causa ao planeta e a si própria, e também a pensar em novos projetos que sejam sustentáveis. “Ao realizar trabalhos sobre esses assuntos, nós aprendemos muito enquanto pesquisamos e tentamos transmitir todo esse conhecimento adquirido” afirma a estudante. Gabriela também acredita que é muito importante falar sobre a sustentabilidade, pois os problemas ambientais afetam cada vez mais as nossas vidas. “A sustentabilidade gera alternativas ecologicamente corretas, economicamente viáveis e socialmente justas que amenizam os diversos problemas que o homem causa no meio ambiente” diz Gabriela.

Para quem tiver interesse em participar da edição deste ano do Sinergia, Bárbara aconselha a estar bem preparado e a ter bastante domínio do tema, pois os avaliadores e o público em geral costumam fazer bastante perguntas. Ela também afirma que é importante acreditar em si mesmo e no seu trabalho. Para Gabriela, participar do Sinergia é uma oportunidade única, que requer muita dedicação e comprometimento.